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Vila Nova quita mais seis dívidas trabalhistas e segue processo de reorganização financeira

Por: Ygor Oliveira 24 jul 2026, 13:41

O Vila Nova deu mais um passo no processo de reorganização financeira ao quitar seis ações trabalhistas neste primeiro semestre de 2026. As pendências envolviam quatro ex-jogadores, um ex-treinador e um ex-dirigente, somando valores brutos superiores a R$ 1,1 milhão. Desde o início da atual gestão, iniciada em 2020, o clube já solucionou cerca de 140 processos entre ações trabalhistas e cíveis.

Vila Nova avança na redução do passivo

Vila Nova

Processo começou na gestão Hugo Jorge Bravo – Foto: Roberto Corrêa/VNFC

As seis ações encerradas eram referentes ao lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro, ao goleiro Luís Carlos, aos atacantes Thiago Adan e Keké, ao técnico Leandro Niehues e ao ex-dirigente Francisco Elísio.

Os valores brutos das dívidas eram de R$ 282.369 (Marcelo Cordeiro), R$ 264.970 (Luís Carlos), R$ 58.285 (Thiago Adan), R$ 80.671 (Keké), R$ 203.773 (Leandro Niehues) e R$ 288.897 (Francisco Elísio). Segundo o clube, entretanto, esses montantes servem apenas como referência, já que os pagamentos são realizados por meio de acordos, com descontos negociados entre as partes.

Ao longo da atual administração, liderada inicialmente por Hugo Jorge Bravo e hoje presidida por Fábio Brasil, o Tigrão reduziu significativamente o número de processos pendentes. Restam aproximadamente entre 15 e 20 ações trabalhistas para serem quitadas.

Vila Nova

Dr. Rodrigo Menezes ao lado do vice-presidente Hugo Jorge Bravo – Foto: Redes Sociais

Em entrevista à repórter Nathália Freitas, da CBN Goiânia, o advogado do Vila Nova, Rodrigo Menezes, explicou que a prioridade da gestão sempre foi atacar esse tipo de passivo por representar um dos maiores riscos financeiros para o clube.

Nós sabemos que as execuções trabalhistas são as que mais sufocam os clubes. São elas que bloqueiam contas e receitas. Desde o início, criamos um plano de pagamento, fazendo repasses mensais para quitar essas execuções aos poucos, sem sufocar o clube e garantindo o pagamento dos credores – afirmou.

Segundo Rodrigo Menezes, grande parte dessas dívidas do Vila Nova foram acumuladas entre 2016 e 2019. Ele destacou que o passivo administrado pela atual gestão ultrapassava R$ 20 milhões em valores brutos, mas ressaltou que o clube busca reduzir esse impacto por meio de negociações, parcelamentos e deságios antes da quitação.

O advogado também revelou que a meta da diretoria é eliminar todas as execuções trabalhistas até o fim de 2027. Depois disso, o planejamento prevê concentrar esforços na redução das dívidas tributárias e na continuidade do pagamento das ações cíveis.

É um trabalho lento, mas que vem surtindo efeito. A nossa expectativa é que, em breve, o Vila Nova seja um clube saneado e possa investir integralmente suas receitas na estrutura e diretamente no futebol – concluiu.

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