Vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo defende manutenção das bets e critica Bolsa Família
O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, se posicionou contra uma possível proibição das casas de apostas no Brasil. Após a vitória colorada sobre o América-MG, o dirigente classificou a discussão como uma “medida eleitoreira” e criticou a prioridade dada ao tema.
Vice-presidente do Vila Nova se posiciona

Foto: Roberto Corrêa/VNFC
Hugo também fez duras críticas ao Bolsa Família ao questionar os problemas que, na visão dele, deveriam receber mais atenção no país.
O problema chama-se Bolsa Família, que escravizou o preguiçoso. No estado do país tem mais Bolsa Família do que CNPJ registrado – declarou.
Apesar de defender a permanência das bets, o dirigente reconheceu que as apostas podem causar problemas sociais e afirmou que o setor deve ser tributado.
Precisa ter taxação mesmo, para reparar um pouco do dano social que causa. Se eu falar para você que não causa dano social, não é verdade – afirmou.
Hugo Bravo também alertou para o possível crescimento do mercado clandestino caso as plataformas regulamentadas sejam proibidas.
Você vai abrir espaço para o jogo ilegal, para as plataformas ilegais – disse.
O dirigente ainda criticou a polarização política e afirmou que os clubes possuem contratos que precisam ser considerados em qualquer mudança. No caso do Vila Nova, Hugo estimou que as receitas relacionadas às bets representam cerca de 20% da arrecadação anual do clube. Segundo ele, uma mudança repentina afetaria o planejamento colorado, que já possui compromissos e contratos estruturados considerando as receitas atualmente previstas.
