Para Carille, Goiás deve evitar mala branca na reta final da Série B: “Que dê esse dinheiro para nós…”
Na reta final da Série B e ainda tentando entrar no grupo de acesso, o Goiás vive dias de pressão máxima. E, às vésperas do confronto direto contra o Novorizontino, domingo, às 16h30, na Serrinha, o técnico Fábio Carille tratou sem rodeios de um dos assuntos mais polêmicos do futebol brasileiro: a chamada “mala branca”.
Carille pede que Goiás evite mala branca

Foto: Rosiron Rodrigues/GEC
Carille não negou a existência da prática — incentivo financeiro para que outra equipe vença um adversário direto — e afirmou que esse tipo de situação “faz parte do meio” e é algo que “não tem como esconder”. Ainda assim, o treinador foi firme ao defender que qualquer ajuda financeira deveria ficar dentro da própria casa. Para ele, se houver algum recurso a ser investido, o destino deveria ser o grupo esmeraldino.
Se for para colocar dinheiro em algum lugar, que seja aqui dentro. Que se premie o nosso elenco, nossa comissão. Isso é o que faz sentido – disse o comandante, reforçando que só isso não basta se o time não entregar em campo.
O Goiás não depende apenas das próprias forças para subir, mas Carille acredita que vencer as duas partidas restantes — Novorizontino e Remo — deixaria o clube muito perto do acesso. O treinador projeta que terminar a competição com 64 pontos praticamente garante vaga no G-4 e avalia que a rodada do fim de semana vai ditar o tom da última jornada do campeonato.
Apesar de acompanhar atentamente os adversários diretos, Carille lembrou que nada adiantará se o Goiás não mudar sua postura atuando na Serrinha, onde não vence há quatro partidas. Ele cobrou desempenho mais forte como mandante e pediu que o time transforme o estádio no ambiente de pressão que costuma favorecer o Verdão.
É hora de sermos sinceros. Falta pouco, é o último jogo em casa, e precisamos fazer da Serrinha um caldeirão. O acesso está vivo, mas depende de nós mostrarmos mais dentro de campo – ressaltou o treinador.