OPERAÇÃO PENALIDADE MÁXIMA
Presidente do Goiânia comenta envolvimento de jogadores do Galo em esquema de manipulação de resultados
A partida entre Goiás x Goiânia pela primeira fase do Campeonato Goiano disputada no dia 12 de fevereiro é alvo de investigação do Ministério Público de Goiás na Operação Penalidade Máxima. A suspeita é de manipulação do resultado do clássico que acabou com o placar de 2 a 0 para o time esmeraldino.
De acordo com as investigações, jogadores do Galo receberiam uma quantia em dinheiro para assegurar que a equipe terminaria o primeiro tempo perdendo.
Em entrevista à Rádio CBN nesta quarta-feira (19), o presidente do Goiânia, Alexandre Godoi, lamentou a situação e afirmou que quem tiver o envolvimento confirmado tem que ser punido e banido do futebol. O dirigente também revelou que alguns atletas deixaram o clube após essa partida.
“Nós tomamos algumas atitudes, mudamos alguns jogadores e com certeza alguns atletas que jogaram essa partida não estiveram com a gente mais. Nem outros jogos que nós desconfiamos de alguma situação, de alguma atitude. É uma situação complicada, a gente ouve falar sobre resultado largo como o Goiânia tomou, levando gol rápido demais e ficamos preocupado com essa situação”, disse Alexandre.
Neste dia, Lucas Halter e Vinícius fizeram os gols do Goiás ainda na primeira etapa e garantiram a vitória esmeraldina por 2 a 0. O Goiânia entrou em campo com Johnathan; Gabriel, Eduardo, Marcelo Xavier, Paulinho; Olívio, Tabata, Assuério; Nilson Jr, Wallace, Isaac.
Segundo o presidente, após esta partida alguns jogadores deixaram o clube, mas ele disse se lembrar apenas do nome do volante Olívio.
Alguns dias antes do clássico, dois atletas já haviam acertado suas rescisões de contrato: o goleiro Lúcio e o volante Romário. No entanto, de acordo com Alexandre Godoi, essas demissões não estão relacionadas com a suspeita ou confirmação da participação deles nesse esquema de manipulação de resultados.
Romário, inclusive, foi o primeiro jogador que estava no futebol goiano a ser alvo de investigações. Ele foi denunciado pelo presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, por participar de um esquema que visava lucrar com uma situação específica envolvendo o clube colorado na última rodada da Série B do ano passado.
Demitido do Vila, o meio-campista acabou sendo contratado pelo Goiânia antes de ser considerado suspeito e as investigações virem à tona. Alexandre Godoi negou saber do envolvimento de Romário com este crime quando o contratou.
“Nem sonhava com essa situação. Nós sabíamos que ele tinha sido demitido do Vila Nova por uma situação grave, mas nós imaginávamos que fosse uma conduta dentro do clube porque era um jogador que a gente sabia que tinha alguns problemas extracampo. Pensávamos que fosse alguma conduta dele dentro do futebol”, afirmou.