Titular do Atlético, Leandro Vilela fala sobre cobranças e a necessidade de buscar pontos fora de casa
Pressionado pela campanha irregular na Série B, o Atlético tenta transformar desempenho em resultado para não seguir ameaçado pela proximidade da zona de rebaixamento. O empate sem gols contra o Juventude, no último domingo, no estádio Antônio Accioly, ampliou o clima de cobrança no clube, mesmo com a sequência de quatro partidas sem derrota na competição.
Leandro Vilela avalia momento do Atlético

Foto: Raphael Teixeira/ACG
Um dos líderes do elenco, o volante Leandro Vilela afirmou que o grupo precisa assumir a responsabilidade pelo momento vivido pelo Dragão e dividir o peso da pressão com a comissão técnica. Segundo ele, a cobrança faz parte da realidade de um clube acostumado a disputar a Série A e frequentar as primeiras posições das tabelas nacionais. Para o jogador, o problema não está na falta de criação ofensiva, mas sim na dificuldade em transformar as oportunidades em gols.
O Atlético é um clube que, volta e meia, está na Série A ou nas primeiras colocações. Hoje, por não estar na parte de cima da tabela, vai haver cobrança. Temos que entender. A cobrança faz parte do cotidiano. É um clube que não te deixa relaxar em momento algum – afirmou o volante. Na sequência, Vilela reforçou que os atletas mais experientes precisam liderar o grupo neste momento de instabilidade: Nem tudo que acontece em campo fica só para o treinador. Temos que converter as chances criadas. Não vejo como colocar isso na conta do treinador.
Agora, o Atlético terá uma sequência decisiva fora de casa na Série B. O primeiro compromisso será neste sábado, diante do Ceará, no estádio Castelão. Depois, encara o Criciúma, no próximo domingo. Entre as duas partidas pelo Brasileiro, o Dragão ainda recebe o Athletico-PR, quinta-feira, no Antônio Accioly, pelo confronto de volta entre as equipes.
Sobre o duelo contra o Ceará, Leandro Vilela destacou que o adversário também chega pressionado após derrota para o Sport e uma sequência de três jogos sem vencer na Série B. O volante revelou conhecer o trabalho do técnico Mozart Santos e projetou uma partida de alto nível de exigência mental para o Atlético.
Vamos ter que estar no mais alto nível de concentração, preparação e resiliência. Jogando fora de casa, talvez não tenhamos tanto domínio e controle como temos em casa. O que precisamos melhorar é ser mais letal do que estamos sendo quando temos as chances – completou.