Após empate do Atlético, Paulo Vitor denuncia ofensa racial e caso é levado à polícia
O empate em 2 a 2 entre Atlético e Juventude, neste sábado (5), no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, terminou com uma denúncia de injúria racial feita pelo goleiro Paulo Vitor. Após o apito final, o jogador procurou o árbitro Ramon Abatti Abel e relatou ter sido chamado de “macaco” por um torcedor. A arbitragem acionou o protocolo de racismo, e o episódio também foi encaminhado ao policiamento.
O gerente executivo do Atlético, Júnior Mortosa, acompanhou Paulo Vitor após a partida e detalhou os procedimentos adotados. Segundo ele, o goleiro foi ofendido depois de uma disputa de bola dentro da área atleticana.
Um torcedor chegou até o alambrado e proferiu as seguintes palavras: ‘vamos jogar, macaco’. Tão logo isso aconteceu, ele (Paulo Vitor) comunicou ao árbitro, este relatou (na súmula) e chamou o policiamento – afirmou.
Atlético leva caso à polícia

Foto: Raphael Teixeira/ACG
O policiamento anotou o momento informado pelo jogador, além de registrar um boletim de ocorrência. A tentativa agora é identificar o torcedor apontado na denúncia com auxílio das câmeras de segurança do Alfredo Jaconi.
O policiamento anotou o nome do Paulo (Vitor), anotou o momento em que foi (xingamento) e foi buscar nas câmeras, porque o estádio está todo equipado com câmeras para ver se identifica o torcedor que fez esse ato de racismo – explicou Mortosa.
Além do registro policial, o caso foi incluído na súmula da partida. Ramon Abatti Abel também fez o gesto antirracismo, cruzando os braços em forma de “X”. Depois do jogo, houve um princípio de confusão no meio do campo, com Paulo Vitor revoltado e jogadores do Juventude tentando amenizar a situação. O policiamento interveio no momento.
O Atlético vai acompanhar o andamento das investigações e as providências relacionadas ao episódio. Mortosa lamentou a situação e destacou o impacto da ofensa sobre o goleiro e seus familiares.
É claro que dói em todos, principalmente dói nele (Paulo Vitor) este ato de racismo. Deve doer muito nos familiares ao saber disso, mas dói também em nós, não só por ser um companheiro, mas que isso não pode estar presente no nosso dia a dia. Isso é inadmissível – afirmou.
