Geovany fala sobre início no Atlético e relação com sua prima, a Rainha Marta
O Atlético abriu a reta final da janela com uma movimentação pontual e já começa a colher os primeiros sinais dentro de campo. Contratado em 25 de março, dois dias antes do fechamento do período extra da CBF, o atacante Geovany Soares rapidamente ganhou espaço no elenco e aparece como uma das alternativas ofensivas neste início de passagem pelo clube.
Aos 25 anos, o jogador chega ao Atlético após um percurso marcado por diferentes experiências no futebol brasileiro. Natural de Dois Riachos, em Alagoas, Geovany tem no histórico a origem no futebol amador da própria cidade, cenário que também revelou a prima, Marta, referência mundial do esporte. A família ainda conta com a lateral Daíse, de 21 anos, com passagem pelo Corinthians e atualmente no União Desportiva-AL.
Início do Atlético e relação com Marta

Foto: Arquivo Pessoal
Dentro de campo, o início pelo Atlético já trouxe participação direta em momento relevante. Foi dele o cruzamento preciso para o gol de Marrony na derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, pela Série B, em um lance que evidencia a principal característica do atacante: velocidade aliada à objetividade nas jogadas pelos lados.
Antes de chegar ao clube goiano, Geovany acumulou passagens por equipes do Nordeste, além de experiências em São Paulo e Santa Catarina. Em 2022, conquistou a Série A4 do Campeonato Paulista com o Grêmio Prudente. No ano passado, foi vice-campeão da Série D pelo Santa Cruz, superado pelo Barra-SC, equipe pela qual atuou na sequência e onde foi campeão catarinense sob comando do técnico Eduardo Souza, que teve breve passagem pelo Atlético.
A trajetória até o profissional também carrega períodos de dificuldade. O atacante passou pela base do Canaã, na Bahia, e chegou a ficar dois anos sem atuar antes de iniciar a carreira no Jaciobá-AL, onde teve a primeira oportunidade mesmo sem receber salário. “Todo mundo sonha ser jogador profissional. Ninguém tem um começo fácil. Sempre é um começo difícil, de superação. Fiz a base no Canaã (na Bahia), com 18 anos. Depois, fiquei dois anos sem jogar. O meu primeiro clube profissional foi o Jaciobá-AL. Foi muito difícil. Fui só pela oportunidade, pois nem recebia. Fui pela oportunidade de vencer na vida. Não tenho o que falar”, relatou.
A relação com Marta segue próxima e presente na trajetória do atacante. “A minha relação com a Marta é a melhor possível. É uma pessoa que sempre me apoiou, ajudou. Nós jogamos juntos na minha cidade (Dois Riachos), no ataque. A Marta é uma inspiração não só para mim, mas para o Brasil e o mundo. É uma pessoa que venceu as dificuldades, saiu da cidade ainda criança, aos 14 anos. Não tenho o que falar da Marta. É inspiração para todo mundo”, afirmou.
Com espaço já conquistado nos primeiros jogos, Geovany busca consolidar a sequência no Atlético e transformar o início promissor em regularidade. Em um momento de ajustes no elenco e de observação de alternativas, o atacante surge como opção construída dentro do próprio contexto recente do clube, com resposta imediata e margem para evolução ao longo da temporada.