Goiás volta a atrasar salários; direitos de imagem de maio e junho seguem em aberto
O Goiás voltou a enfrentar problemas para manter em dia os compromissos financeiros com o elenco. O clube ainda não quitou os salários em carteira nem os direitos de imagem dos jogadores referentes aos últimos vencimentos, ampliando a sequência de atrasos que já dura três meses.
Goiás enfrenta novo atraso nos pagamentos

Foto: Ronaldo Xavier
Atualmente, o elenco convive com dois meses de atraso nos direitos de imagem, referentes a maio e junho, além de um mês de salários em carteira, correspondente ao mês de junho. Os vencimentos que deveriam ter sido pagos no início de julho seguem pendentes e, até o momento, não há previsão para a regularização.
A remuneração dos atletas é dividida em duas partes. Uma delas é paga por meio do regime CLT, com recolhimento de encargos como FGTS e INSS. A outra corresponde aos direitos de imagem, modalidade que concentra a maior fatia dos ganhos dos jogadores e remunera a utilização comercial da imagem dos atletas pelo clube.
Os problemas financeiros começaram em maio, quando o Goiás não conseguiu quitar os vencimentos referentes ao mês de abril. Na ocasião, os salários em carteira foram regularizados apenas no fim de maio, enquanto os direitos de imagem foram pagos no início de junho. Já os salários em carteira referentes a maio acabaram sendo quitados somente ao longo do mês de junho.
A crise financeira também atinge outros compromissos do clube. As comissões devidas a empresários acumulam mais de quatro meses de atraso, ampliando o cenário de dificuldades enfrentado pela diretoria esmeraldina.
Na tentativa de amenizar a situação, o Goiás trabalha para concluir, ainda nesta semana, um acordo comercial com a Blok Holding. A negociação prevê a cessão dos naming rights do Estádio Hailé Pinheiro, além do patrocínio máster da equipe. Caso seja concretizado, o contrato poderá render até R$ 90 milhões ao clube ao longo de três anos, com valores variando conforme a divisão nacional disputada: R$ 30 milhões por temporada na Série A e R$ 15 milhões na Série B. A expectativa da diretoria é antecipar parte dos recursos ainda neste mês para aliviar o caixa e reduzir os atrasos nos pagamentos.