Presidente do Atlético será julgado em júri popular
Maurício Sampaio é acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Valério Luiz
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal negou o Habeas Corpus impetrado pela defesa do presidente do Atlético Goianiense Maurício Borges Sampaio, acusado de homicídio qualificado do jornalista esportivo Valério Luiz em 2012 em Goiânia. Segundo o relator, a sentença de pronúncia, que deve submeter o réu a júri popular preenche os requisitos legais, ao tratar sobre a materialidade e a autoria.
Segundo a acusação do Ministério Público, ele foi o mandante do homicídio de Valério Luiz, que apresentava programas no rádio e na TV. O motivo seriam as críticas que o jornalista fazia à diretoria do Atlético. O dirigente foi pronunciado pelo juízo de primeiro grau pela prática de homicídio qualificado. O mesmo pedido já havia sido negado pelo Tribunal de Justiça de Goiás e pelo Superior Tribunal de Justiça. A defesa sustentava a falta de fundamentação da decisão de pronúncia e o caráter genérico das acusações, requerendo sua anulação.
Ainda não foi definida a data para o julgamento em júri popular. Sendo assim, o presidente atleticano segue em liberdade e executando normalmente suas funções. A informação foi destacada pelo Supremo Tribunal Federal na tarde da última segunda-feira (26). Maurício está atualmente em seu segundo mandato consecutivo como presidente do Atlético Clube Goianiense.