Clubes da Série B divulgam manifesto com críticas à gestão da LFU, que rebate e aponta aumento de receitas
Dezoito clubes da Série B que integram o bloco Futebol Forte União (FFU), nome atual da antiga LFU, divulgaram nesta sexta-feira um manifesto conjunto com críticas à condução do grupo. A entidade é responsável pela negociação dos direitos de transmissão e das placas de publicidade da maior parte das equipes que disputarão a competição em 2026. A próxima edição do campeonato tem início previsto para 20 de março.
Clubes da Série B e Liga debatem abertamente

No documento, os dirigentes apontam insatisfação com a forma como a Série B vem sendo tratada comercialmente. Entre os pontos citados estão desvalorização institucional do torneio, descumprimento de compromissos e redução percebida no valor das cotas. Em um dos trechos, os clubes afirmam que a segunda divisão estaria sendo posicionada como produto secundário no mercado, apesar de, segundo eles, reunir torcidas de alcance nacional e alto nível de competitividade.
O texto também menciona os casos de Náutico e São Bernardo, que optaram por não aceitar propostas nem da FFU nem da Libra e fecharam acordo direto com a CBF para a venda de seus direitos. Para os signatários do manifesto, essa decisão funciona como sinal de alerta sobre a forma como os ativos da Série B estariam sendo avaliados pelos parceiros comerciais. Os clubes defendem ainda revisão no modelo de governança e maior abertura de diálogo com a liderança do bloco.
Em resposta, a FFU divulgou nota oficial rebatendo as críticas e sustentando que houve crescimento nas receitas. Segundo a entidade, o valor destinado a cada clube da Série B em 2025, conforme regras aprovadas em assembleia, foi de R$ 14,3 milhões — quantia que, de acordo com o grupo, representa aumento superior a 50% em relação aos números praticados em 2024. A liga afirma que é incorreto falar em estagnação ou queda de arrecadação no período recente.