Vila Nova perde na justiça e é condenado em ação movida pelo goleiro Kozlinski
O Vila Nova foi condenado pela Justiça do Trabalho em processo movido pelo goleiro Maurício Kozlinski, em decisão que pode gerar um impacto financeiro próximo de R$ 1 milhão após a fase de liquidação. O caso envolve o período em que o atleta defendeu o clube ao longo de 2025, temporada marcada por uma lesão na coluna sofrida durante as competições. Ainda cabe recurso por parte do Colorado.
Vila Nova pode pagar até R$ 1 milhão ao goleiro Kozlinski

Foto: Roberto Corrêa/VNFC
A sentença reconheceu que parte dos valores pagos ao jogador ocorria fora do salário registrado em carteira, por meio de contratos de direito de imagem e luvas. Com esse entendimento, a juíza determinou a incorporação dessas quantias à remuneração formal, fixando o salário mensal em R$ 50 mil — acima dos R$ 20 mil anotados pelo clube. A decisão aponta que não houve comprovação de exploração comercial da imagem do atleta, classificando o modelo adotado como uma tentativa de mascarar a natureza salarial dos pagamentos. A partir disso, o Vila Nova foi condenado a quitar diferenças salariais e seus reflexos em encargos como 13º, férias com adicional e FGTS.
O processo também tratou da lesão sofrida por Kozlinski durante o Campeonato Goiano de 2025, reconhecida como acidente de trabalho. Atualmente no Londrina, o goleiro teve assegurado o direito à estabilidade provisória, que se estenderia até maio de 2026. Como o contrato com o Vila Nova foi encerrado ao fim da temporada, sem reintegração, a decisão determina o pagamento de indenização correspondente a esse período.
Por outro lado, a Justiça afastou a alegação do clube de abandono de emprego e não identificou atraso nos salários nos meses finais do vínculo. O encerramento contratual foi considerado regular, com término em novembro de 2025. Diante do cenário, o Vila Nova passa a avaliar os próximos passos jurídicos enquanto mensura o impacto financeiro da decisão em seu planejamento.