País do vôlei? Seleção brasileira domina Pré-Olímpico Sul-Americano e reforça soberania
As seleções brasileiras masculina e feminina protagonizaram campanhas dominantes no Pré-Olímpico Sul-Americano e garantiram a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, reforçando a posição do país no topo do vôlei continental. O desempenho, marcado pela conquista dos títulos sem a perda de um único set, evidencia não apenas a qualidade técnica dos atletas, mas também a força de um sistema de desenvolvimento esportivo de longo prazo.
Brasil mostra sua força no vôlei

Foto: Dhavid Normando_Fotoclic_CBV
No feminino, o Brasil alcançou o 24º título sul-americano, enquanto a equipe masculina chegou à 34ª conquista em 36 edições do torneio. A sequência de resultados coloca em evidência a capacidade brasileira na formação de seleções competitivas ao longo das gerações e de renovar seus elencos para o alto rendimento.
O processo de formação conta com uma ampla rede de competições e clubes em todo o país. O Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS), organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), reúne 216 equipes e 2.160 atletas em oito competições de categorias de base, que agrupa as seleções estaduais, ou seja, os melhores jogadores de cada estado, e funciona como uma das principais plataformas nacionais para o desenvolvimento e a identificação de talentos.
A estrutura é complementada pelo Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI), que reúne equipes de diferentes categorias e cria um caminho competitivo para atletas em formação. Nesse cenário, o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), entidade que promove, incentiva e planeja a formação de atletas, beneficiando clubes em todo o país, contribui para o fortalecimento das agremiações, por meio da criação e manutenção destas competições.
Ao longo do primeiro semestre de 2026, o CBC apoiou 144 CBIs, abrangendo desde campeonatos de categorias de base até competições de alto rendimento, como a Superliga de Vôlei. Investindo R$$38,8 milhões no apoio aos Campeonatos Brasileiros Interclubes – CBI®️, por meio do Eixo Competições do Programa de Formação de Atletas.
Esse resultado mostra que o alto rendimento é fruto de um trabalho construído ao longo de anos. Quando um clube consegue oferecer condições adequadas para que o atleta treine, compita e evolua desde as categorias de base, ele está contribuindo diretamente para o futuro das seleções. O papel do CBC é fortalecer esse ambiente e criar condições para que os clubes possam ampliar o alcance e a qualidade do trabalho desenvolvido com os atletas – destaca Paulo Maciel, presidente do CBC.
Além da formação técnica, a infraestrutura esportiva também desempenha papel importante na preparação dos atletas. A oferta de espaços para treinamentos e competições permite que o desenvolvimento iniciado nas categorias de base aconteça em ambientes adequados para a prática de esportes em alto rendimento. Para Sergio Schildt, presidente da Recoma, fornecedora oficial de pisos esportivos para a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), o desenvolvimento da infraestrutura esportiva é um dos pilares para a evolução do esporte.
Quando falamos em desenvolvimento esportivo, a infraestrutura precisa acompanhar a evolução dos atletas e das próprias competições. Um espaço esportivo bem planejado oferece melhores condições para treinamento, preparação e realização de eventos, além de contribuir para uma experiência mais qualificada para atletas e público. O crescimento do esporte brasileiro passa também pela modernização desses ambientes e pela capacidade de criar estruturas preparadas para os desafios do alto rendimento.
Esta será a 13ª participação da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino na história dos Jogos Olímpicos. Ao todo, a equipe feminina subiu seis vezes no pódio, com duas medalhas de ouro (Pequim-2008 e Londres-2012), uma de prata (Tóquio-2020) e três de bronze (Atlanta-1996, Sydney-2000 e Paris-2024). Entre os principais destaques do time feminino estão Gabi Guimarães, capitã e MVP da competição, Julia Bergmann, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Paris em 2024, e Ana Cristina, ponteira que está se consolidando como um dos pilares da seleção feminina de vôlei.
No masculino, o Brasil disputará sua 17ª edição consecutiva dos Jogos Olímpicos, mantendo uma sequência iniciada em Tóquio-1964. A seleção soma sete medalhas olímpicas na história, sendo três de ouro (Barcelona-1992, Atenas-2004 e Rio-2016), três de prata (Los Angeles-1984, Pequim-2008 e Londres-2012) e uma de bronze (Atlanta-1996). Entre os protagonistas do time masculino estão Darlan, oposto que foi o maior pontuador do Brasil no campeonato, Ricardo Lucarelli, medalhista de ouro nas Olimpíadas do Rio em 2016, e Fernando Cachopa, eleito melhor levantador do Pré-Olímpico.
