Atlético x Vila Nova: Sindicato dos árbitros se posiciona sobre pênalti não marcado
O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Goiás (SAFEGO) se manifestou oficialmente após a repercussão do lance polêmico na semifinal do Campeonato Goiano entre Atlético e Vila Nova. Em nota pública, a entidade saiu em defesa da equipe de arbitragem e criticou o que classificou como tentativas de descredibilização dos profissionais envolvidos na partida.
Sindicado defende a não marcação do pênalti no duelo entre Atlético e Vila Nova
O sindicato ressaltou inicialmente que, por princípio institucional, não comenta lances específicos. Ainda assim, afirmou que não poderia se omitir diante de interpretações que, segundo a entidade, ignoram o que está previsto na Regra 12 — Faltas e Conduta Antidesportiva — da International Football Association Board (IFAB), adotada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com o posicionamento, a regra determina que o local da infração é definido pelo ponto do primeiro contato. Assim, se a falta começa fora da área penal, a marcação deve ser fora, mesmo que o jogador caia dentro.
A entidade também destacou que analistas de arbitragem apontam indícios de contato inicial fora da área no lance em discussão. Para o sindicato, trata-se de uma jogada de difícil percepção a olho nu e sem imagem conclusiva que justificasse a mudança da decisão tomada em campo. O texto ainda reforça que, pelo protocolo do VAR estabelecido pela IFAB, a intervenção do árbitro de vídeo só deve ocorrer em casos de erro claro e óbvio — condição que, segundo o sindicato, não ficou configurada.
Por fim, o Sindicato dos Árbitros considerou inaceitável qualquer tipo de exposição indevida ou intimidação contra membros da arbitragem e afirmou que algumas manifestações extrapolaram o debate esportivo. A entidade pediu que clubes e dirigentes goianos ajam com mais racionalidade nas avaliações e reiterou apoio integral aos árbitros responsáveis por aplicar as regras do jogo.
Confira a nota da Safego na íntegra

“O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Goiás vem a público reafirmar que, por princípio institucional, não comenta lances específicos de arbitragem, preservando a imparcialidade e o respeito às competições.
Entretanto, o Sindicato não pode se omitir diante de interpretações que desconsideram o que está claramente estabelecido na Regra 12 – Faltas e Conduta Antidesportiva, da International Football Association Board (IFAB), adotada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A regra é objetiva ao determinar que o local da infração é definido pelo ponto de contato da falta. Assim, se o primeiro contato ocorre fora da área penal, a infração deve ser marcada fora da área, ainda que o atleta venha a cair dentro. Apenas quando o contato faltoso ocorre dentro da área é que se configura penalidade máxima.
Diversos jornalistas e comentaristas de arbitragem reconhecem que o lance em questão apresenta indícios de contato inicial fora da área. Trata-se de uma jogada minuciosa, de difícil percepção a olho nu, e não há imagem conclusiva e clara que justifique a mudança da decisão tomada em campo.
De acordo com o protocolo do VAR, também estabelecido pela IFAB, o árbitro de vídeo somente deve intervir em casos de erro claro e óbvio, o que não se configura quando as imagens não oferecem evidência inequívoca para alteração da decisão original.
O Sindicato considera inaceitável qualquer tipo de exposição indevida, intimidação ou tentativa de descredibilizar membros da equipe de arbitragem. A forma como determinadas situações vêm sendo tratadas extrapola o debate esportivo e fere o respeito que deve nortear o futebol profissional.
Esperamos que os clubes goianos e seus representantes utilizem mais a razão do que a emoção, compreendendo o valor da arbitragem e respeitando o profissional que se prepara tecnicamente para aplicar as regras do jogo com responsabilidade e equilíbrio.
O Sindicato dos Árbitros do Estado de Goiás reafirma seu apoio integral às decisões de arbitragem, defendendo a atuação daqueles que, com preparo e compromisso, são responsáveis por garantir o cumprimento das regras e a justiça dentro de campo.”