Fernando Reges expõe bastidores do Vila Nova e diz que saída foi para não “remar contra a maré”
A aposentadoria de Fernando Reges segue repercutindo não apenas pelo encerramento da carreira, mas também pelas revelações sobre momentos decisivos de sua trajetória. Em entrevista ao GE, o ex-jogador detalhou pela primeira vez os bastidores da curta passagem pelo Vila Nova em 2024, quando disputou apenas seis partidas antes de deixar o clube.
Fernando abre o jogo sobre saída do Vila Nova

Foto: Divulgação/Vila Nova
Revelado pelo time colorado, Fernando retornou a Goiânia cercado de expectativa e com o objetivo claro de marcar um novo capítulo vitorioso no clube que o projetou. A recepção foi carregada de emoção, mas, no dia a dia, o cenário encontrado foi diferente do que havia idealizado. Segundo o jogador, a falta de alinhamento coletivo pesou diretamente na decisão de encerrar a passagem de forma precoce.
Quando você está na realidade, percebe que não é tão assim. Eu vi que sozinho não ia conseguir mudar o cenário. Precisava de um grupo, de todo mundo junto — afirmou Fernando em entrevista ao GE.
O volante foi além ao explicar que a percepção sobre o ambiente interno foi determinante para a escolha de deixar o clube. Fernando destacou que não via condições de alcançar as metas que o motivaram a retornar, como a conquista do Campeonato Goiano e o acesso à Série A, o que o fez buscar um novo caminho para encerrar a carreira.
Eu sabia que não ia conseguir aquilo que eu queria. Ser campeão goiano, subir para a Série A… só eu querer não adianta. Chegou um momento que seria como remar contra a maré, e não ia dar certo – completou.
Diante desse cenário, a saída foi tratada como a melhor decisão naquele momento. O meio-campista optou por seguir a carreira em outro ambiente, onde acreditava ter condições de terminar sua trajetória de forma mais positiva.
Após deixar o Vila Nova, Fernando acertou com o Internacional, clube pelo qual fez sua última partida como profissional. Em junho de 2025, o volante sofreu uma grave lesão no joelho direito, ao romper o ligamento cruzado posterior durante confronto contra o Fluminense, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro — episódio que acabou antecipando o fim de sua carreira.