Adson Batista

Após eliminação do Atlético, Adson critica atuação de reservas e promete reformulação na equipe

Por: Ygor Oliveira 30 abr 2026, 08:54

A eliminação ainda na fase inicial da Copa Centro-Oeste expôs, de forma direta, as fragilidades do Atlético e acelerou decisões internas. Atuando com uma formação alternativa, o time B foi derrotado de virada por 2 a 1 pelo Gama, na noite de quarta-feira (29), no Estádio Antônio Accioly, resultado que tirou o clube da competição e provocou uma reação imediata da diretoria.

Adson promete reformulação no Atlético

Atlético

Foto: Raphael Teixeira/ACG

Após a partida, o presidente Adson Batista adotou um tom duro ao avaliar o desempenho do grupo que entrou em campo. “São os recados do campo. Temos de fazer reflexões profundas”, afirmou, ao destacar que a atuação evidenciou problemas além da falta de entrosamento. Na visão do dirigente, a equipe apresentou baixo nível de competitividade e pouca capacidade de reação ao longo do jogo.

As críticas se concentraram justamente nos atletas que tiveram oportunidade no time alternativo. “Este time que jogou aqui terá uma reformulação profunda. Jogadores entregues e que falta um pouco de cognitivo para resolver nosso problema”, declarou, indicando que a eliminação terá impacto direto na permanência desses nomes no elenco. A tendência, segundo ele, é que poucos sejam aproveitados nas principais competições da temporada.

Mesmo preservando a base que disputa a Série B, Adson deixou claro que o episódio serviu como filtro interno. “Isso aqui foi bom para saber com quem podemos contar”, disse, reforçando que o desempenho do time B foi determinante para a avaliação individual dos atletas. A reformulação, inclusive, já está projetada para a próxima janela de transferências, em julho.

O presidente também apontou carências no elenco do Atlético e antecipou a busca por reforços. “Temos dois bons laterais, o Guilherme e o Ewerthon, nosso melhor jogador e que tem sido muito procurado. Mas tenho de procurar dois laterais, volante, atacante de lado, mais um 9”, explicou. Ao mesmo tempo, cobrou evolução em aspectos táticos e de leitura de jogo: “O treinador tem de cantar o jogo”, afirmou, antes de citar ajustes individuais. “O Jacó está correndo muito errado, tem de melhorar”.

Apesar das críticas ao grupo alternativo, Adson assumiu a responsabilidade pela montagem do elenco. “A culpa é minha”, reconheceu, ao admitir que a estratégia de apostar em jogadores de menor investimento cobra seu preço quando há necessidade de reposição durante as partidas. Segundo ele, o time titular está definido, mas as opções ainda não acompanham o nível exigido pelas competições.

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