Ex-presidente do Vila Nova é detido após confusão no OBA e fica impedido de frequentar jogos
A vitória do Vila Nova sobre o Operário-PR por 2 a 1, na noite do último sábado (18), no Onésio Brasileiro Alvarenga, acabou ofuscada por uma sequência de episódios que agora colocam o clube no centro de uma possível punição desportiva. A confusão registrada após o apito final envolveu acusações de racismo, arremesso de objetos e a detenção do ex-presidente colorado, Geso de Oliveira.
Ex-presidente do Vila Nova é detido
Foto: Reprodução
De acordo com as informações do caso, o tumulto teve início ainda no gramado, em meio ao clima tenso depois do resultado. Geso de Oliveira foi atingido por um objeto arremessado pelo jogador Jhan Torres, do Operário-PR, sofreu um ferimento na boca e precisou de atendimento na ambulância do estádio. Na sequência, ele reagiu lançando outro objeto, que acertou o presidente do clube paranaense, Álvaro Góes, que caiu ao chão com o rosto ensanguentado.
A situação se agravou com a acusação de injúria racial contra o atacante Berto, também do Operário-PR. Geso foi apontado como um dos envolvidos nos supostos ataques e acabou conduzido à Central de Flagrantes, onde permaneceu detido durante a noite. Na manhã de domingo (19), após audiência de custódia, ele foi liberado mediante medida cautelar que o impede de frequentar arenas esportivas, suas imediações e qualquer tipo de evento esportivo pelo período de três meses. O ex-dirigente nega participação nos xingamentos.
A defesa foi confirmada pelo advogado do Vila Nova, Rodrigo Menezes Furkin, que detalhou o teor da ocorrência. Segundo ele, não houve registro de fala específica, mas sim a alegação de gestos de cunho racista, o que embasou o boletim de ocorrência lavrado após o episódio.
Diante da gravidade dos fatos, o Vila Nova passa a lidar com a possibilidade de desdobramentos no âmbito esportivo. O caso deve chegar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, e o clube corre risco de punição em função da confusão e das denúncias registradas no OBA.