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Goiás prepara novo estatuto e planeja volta do modelo presidencialista

Por: Ygor Oliveira 22 maio 2026, 12:10

O Goiás trabalha internamente em uma nova reformulação estatutária que pode alterar novamente a estrutura de poder do clube. Em entrevista exclusiva ao Diário de Goiás, o presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro, confirmou que a proposta prevê o retorno do modelo presidencialista e o fim do atual sistema de gestão através do Conselho Administrativo.

Goiás deve ter a volta do presidencialismo

Goiás

Foto: Rosiron Rodrigues/GEC

Segundo o dirigente, a ideia é construir um documento completamente novo para substituir o estatuto atual. “100% novo”, resumiu Paulo Rogério ao comentar o projeto. De acordo com ele, o texto em vigor apresenta falhas estruturais, pontos contraditórios e problemas de interpretação que, na visão do dirigente, podem gerar dificuldades futuras para o clube.

O estatuto foi feito às pressas, correndo, em poucos meses. Pessoas de fora do Estado não conseguiam entender a realidade cultural, política e interna do Goiás. As pessoas de dentro do Clube não tinham experiência alguma de gestão esportiva e social. Tem muitos erros e muitas coisas dúbias, que permitem interpretações diferentes, e isso é muito perigoso e com consequências sérias futuras – afirmou.

A principal mudança prevista é a volta da figura do presidente executivo, responsável por centralizar as decisões estratégicas do clube. O modelo proposto acaba com o atual formato colegiado do Conselho Administrativo e transfere ao presidente executivo a responsabilidade pelas decisões, enquanto a execução administrativa ficará nas mãos de um diretor executivo profissional remunerado.

No futebol tem que ter alguém que manda, alguém que responde e que aguenta as pancadas do futebol – declarou Paulo Rogério.

O novo organograma prevê ainda cinco vice-presidências: futebol, administrativo e financeiro, jurídico, marketing e novos negócios, além de esportes olímpicos e social. Nenhum desses cargos será remunerado, mas cada setor contará com executivos profissionais contratados pelo clube. Ao justificar as mudanças, Paulo Rogério criticou a burocracia do atual modelo para tomadas de decisão dentro do departamento de futebol.

Hoje quem contrata diretor remunerado é o CA inteiro. Tem que convocar reunião formalmente, fazer a reunião em si, depois fazer ata, registrar, e com isso o futebol já andou 15 dias, não resolve nada no tempo que o futebol necessita. E ainda não sabe quem responde quando dá errado. Agora será o presidente executivo junto com o diretor executivo – explicou.

Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, o novo estatuto terá 85 artigos e será analisado inicialmente pelos conselheiros antes de seguir para votação da Assembleia Geral de Sócios. A expectativa interna é que todo o processo seja concluído até agosto e, caso aprovado, o novo modelo entre em vigor imediatamente. Paulo Rogério Pinheiro também descartou qualquer possibilidade de voltar ao comando executivo do clube.

Hoje eu não tenho condições de assumir o Goiás. Zero chance. Nunca mais serei candidato a cargo executivo no Goiás – afirmou.

O dirigente revelou ainda que integrantes atuais do Conselho Administrativo, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal não poderão disputar a próxima eleição presidencial do clube, mesmo em caso de renúncia. “Nenhum deles poderá concorrer”, concluiu.

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